
O Ministro da Defesa do Paraguai, Óscar González, afirmou que o acordo SOFA assinado com os Estados Unidos não permite a presença automática de tropas estrangeiras em território paraguaio e que qualquer operação deve ter aprovação prévia do Congresso.
Essas declarações vêm após o governo brasileiro expressar preocupação com o possível destacamento de militares dos EUA no Paraguai, em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e cooperação em segurança regional.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva chegou a indicar recentemente que seu país precisa se preparar para potenciais ameaças externas, o que intensificou o debate sobre o alcance do acordo entre Assunção e Washington, D.C.
González insistiu que o “reforço” institucional do acordo SOFA está sob a supervisão do Congresso paraguaio, esclarecendo que até mesmo treinamentos militares ou exercícios conjuntos com tropas americanas exigirão autorização legislativa.
O ministro também enfatizou que o Paraguai mantém sua soberania em política externa e que esses tipos de acordos buscam fortalecer a cooperação para enfrentar ameaças atuais como o crime organizado, o narcotráfico e o terrorismo.
Além disso, explicou que a colaboração com os Estados Unidos permitirá a expansão de programas de treinamento, intercâmbios técnicos e assistência humanitária, sempre sob a supervisão do Ministério Público e do Judiciário, rejeitando qualquer sugestão de que se trate de um processo de militarização.
Fonte TV AIRE